24/08/2016

Não é exagero dizer que o livro nos traz benefícios, inclusive para nossa saúde. Ler é um ato íntimo, solitário às vezes. Mesmo assim, o estar sozinho, acompanhado de um bom livro, de uma boa história, é algo que temos que nos apropriar e repartir. Mas a leitura deve ficar só para si?

Um ato isolado pode ser também um ato generoso quando partilhamos a leitura com outras pessoas – em especial cidadãos sem acesso aos livros e a programas literários de qualidade. Ações descentralizadas são o foco do coletivo de escritores participantes de diversos projetos culturais, inclusive o nosso. É preciso socializar textos qualitativos com todos, mas principalmente em comunidades em situação de vulnerabilidade social onde o acesso à cultura é precário. Trabalhar linguagens culturais em espaços alternativos, levando artesanato, moda, audiovisual, é difundir o direito que temos, é promover cidadania.

Vestindo cultura com atividades de livro e leitura. Contamos, entre outros, com Clotilde Chaparro, autora de Duzinda (Pergunta Fixar, 2016), obra de combate à violência contra a mulher. Ela é ponto focal para falar de valorização da mulher, entrelaçada à realidade da cidade Estrutural. O agente literário Andrey do Amaral, do Transversalidades, atua já na transformação de ambientes degradados com ações culturais, como na Associação São Francisco de Assis, Estrutural-DF. Com o apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e do Fundo de Apoio à Cultura, essas atividades literárias promovem inclusão e disseminação de livros, personagens, artes visuais e economia criativa.

Em tempos nos quais a mulher é tratada como produto de consumo, temos um caminho longo de enfrentamento a qualquer tipo de violência. A literatura e a cultura curam, e podem curar traumas do machismo entranhado em nossa sociedade. Por isso, precisamos estar juntos e na presença dos livros, partilhando leituras, pois os livros trazem saúde, empoderamento e informação.

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